A forte e barulhenta chuva de verão corre veloz pelas ruas, arrastando as folhas que dançam sem parar. Cada folha me lembra um de vocês, seguindo seu próprio ritmo. Cada um entrou na minha vida de uma forma única e permaneceu nela de um jeito especial. 

Um, mais calmo, de olhar tímido. A outra, cheia de atitude, sorrisso tatuado e com olhar intenso. Tem quem chega devagarzinho, mas sempre confiante e disposto a ajudar, quase pedindo desculpas por isso. E a outra, que se entrega com doçura, cantando felicidade pelos corredores até chamar sua atenção e alegrar seu dia. O trovador do grupo não perde a oportunidade de deixar uma música para alegrar o caminho. 

Como esquecer quem não tem um minuto de descanso, mas sempre tem a palavra exata para agregar bem-estar? E os anjos que aparecem do nada, a qualquer momento, sempre com aquelas palavras que a gente precisava ouvir para acalmar o seu coração oprimido?  

E não podemos deixar de lembrar de tantos colegas que, em silêncio, realizam aqueles pequenos milagres que permitem que o sol nasça todos os dias, mesmo depois dos dias mais difíceis. E, convenhamos, quase todos os dias são difíceis. 

Agradeço em nome de minha filha Abigail e de mim, a todos que dedicaram seus esforços na Clínica Florence – Recife, para que o paciente não se sinta um número ou um peso, mas sim parte de uma família. Escrito em Recife em janeiro de 2025

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